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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quem é o mais letrado ou alfabetizado?

(TRINDADE,2005)elucida que todos nós somos mais ou menos alfabetizados(as) mais ou menos letrados (as), dependendo do domínio que temos e dos usos que fazemos das tecnologias de que dispomos e que nos são reclamadas em nossos dias. Betolila e Soares, (2007) evidenciam em “É preciso conjugar alfabetização e letramento?”
Que a criança precisa apropriar-se da tecnologia da escrita, pela alfabetização, e precisa identificar os diferentes usos e funções da escrita vivenciando diferentes práticas de leitura e de escrita, pelo processo de letramento.
“Se lhe é oferecido um dos “passaportes” – se apenas se alfabetiza sem conviver com práticas reais de leitura e escrita – formará um conceito distorcido e parcial do mundo da escrita; se usa apenas o outro “passaporte” – se apenas, ou sobretudo, é levada ao letramento, sem a apropiação adequada da tecnologia da escrita – saberá para que serve a língua escrita, mas não saberá se servir dela. Assim, para a inserção plena da criança no mundo da escrita, é fundamental que alfabetização e letramento sejam processos simultâneos e indissociáveis”.
O aluno já tem em seu universo muitos artefatos que alfabetizam e deixam – no letrado, mas a escola sendo a mais importante agência do letramento precisa levar em consideração o que o aluno traz em sua bagagem de conhecimento porque o aluno já observou determinado artefato, já levantou hipóteses, já experimentou e chegou a alguma conclusão. A escola precisa por em prática os conhecimentos dos alunos, e não ficar presa ao modelo dominante de alfabetização. O professor precisa dar espaço para o mundo letrado, fazer uso das TICs para que o aluno possa “além do domínio da leitura e da escrita possa ter domínio também no uso das novas tecnologias, bem como o exercício de determinadas destrezas e habilidades exigidas para a sua exploração” (TRINDADE,2005).
Acredito que foi isto que aconteceu em minhas práticas eu dei espaço para que o aluno pudesse experimentar as TICs, através de jogos, pesquisa e desenho com o uso do computador. Tudo isto foi muito gratificante tanto para a professora quanto para os alunos.

TRINDADE, Iole Maria Faviero. Um olhar dos Estudos Culturais sobre artefatos e práticas sociais e escolares de alfabetização e alfabetismos. In: MOLL, Jaqueline(org.). Múltiplos alfabetismos: diálogos com a escola pública na formação de professores. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2005. p. 135-146. p. 123-133.
BETOLILA, Alain; SOARES, Magda. É preciso conjugar alfabetização e letramento? In: LETRA Ao jornal do alfabetizador. CEALE, Belo Horizonte, p. 3, v.3, mai/jun, 2007.
KLEIMAN, Angela B. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: KLEIMAN, Angela. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2006. p. 15-61.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A mais importante agência de letramento

Pode-se afirmar que a escola, a mais importante das agências do letramento preocupa-se, não com o letramento prática social, mas com apenas um tipo de prática de letramento, a alfabetização, o processo de aquisição de códigos (alfabéticos, numéricos),
processo geralmente concebido em termos de uma competência individual necessária para o sucesso e promoção na escola.Já outras agências de letramento, como a família, a igreja, a rua como lugar de trabalho, mostram orientações de letramento muito diferentes (KLEIMAN, 2006).
Segundo (KLEIMAN,2006) as práticas de uso da escrita na sociedade sustentam-se no modelo de letramento denominado modelo Autônomo STREET (1994).
Esta concepção posiciona a escola como formadora de robôs prontos para a época do fordismo, para a linha de montagem, para servir a classe dominante e muitas escolas ainda estão presas a esta concepção.
Já na concepção com modelo ideológico as “práticas de letramento, no plural, são social e culturalmente determinadas, e como tal, os significados específicos que a escrita assume para um grupo social dependem dos contextos e instituições em que ela foi adquirida“.
Nesta concepção a escola estará formando alunos para enfrentar políticas dominantes, o que vem “de cima para baixo”.

KLEIMAN, Angela B. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In: KLEIMAN, Angela. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2006. p. 15-61.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Aspectos positivos e desafiadores do trabalho com projetos

Os desafios do trabalho com projetos são muitos e dentre eles estão a determinação, disciplina, ação e perseverança por parte do professor.
Através dos projetos o professor poderá organizar a atividade escolar a relação entre os diferentes conteúdos em torno e ensino e aprendizagem.
Segundo (Rodrigues 2001) ao planejarmos precisamos trabalhar com referências e ao trabalharmos com referências são necessárias três questões básicas: o que queremos alcançar? O que faremos concretamente (em tal prazo) para diminuir esta distância?
“É preciso saber que tipo de sociedade e de homens se quer e que tipo de ação educacional é necessária, executar, avaliar”.
(Rodrigues 2001) evidencia os elementos que são básicos em qualquer forma de
planejamento. São eles:
• objetivos é preciso explicitá-los, tendo como questões básicas “o quê” e “para
quê”;
• justificativa toda proposta tem uma origem, um porquê;
• temática apresentação do eixo integrador;
• estratégias momento do "como" ser explicitado;
• localização onde será desenvolvido? Para quem? É importante esta
caracterização, deixando esclarecido o contexto;
• recursos qual o apoio necessário, em termos de materiais, meios a serem
utilizados;
• avaliação como acompanhamento permanente do processo, revelar os
indicadores, critérios de avaliação.
Através de um trabalho com um bom planejamento, aluno e professor podem ter grandes conquistas em suas vidas e desta forma, o professor ajudará a preparar os indivíduos para
a sociedade.

RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos. In: XAVIER, Maria Luisa; DALLA ZEN, Maria Isabel (Orgs.). Planejamento em Destaque: análises menos convencionais. 2. ed. Porto Alegre: Mediação, 2001. P. 59-65 e 72-73.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O PROFESSOR NA ERA DIGITAL


O professor na era digital deve ter um novo perfil e estar engajado nesta causa, já que “Ele será um dinamizador da inteligência coletiva, essa pessoa irá formar comunidades que aprendem cooperativamente” afirma Andréa Cecília Ramal, doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e diretora executiva da empresa Instrucional Design, de assessoria pedagógica. Em entrevista a Renato Deccache, ela diz que não serão ferramentas de última geração que marcarão a aula do futuro, mas sim a postura de professores e alunos em sala de aula. Dentro deste contexto, a aula do futuro será formada por grupos, reunidos por interesses em temas específicos e não por faixa etária.
“Quanto ao uso do computador seria torná-lo um ambiente de aprendizado. Como? Usando essa ferramenta para viabilizar a construção do conhecimento. O computador, se usado pedagogicamente, ele só tende a potencializar as capacidades cognitivas das pessoas. Por exemplo: nós conhecemos os estágios mentais que Jean Piaget pesquisou em que ele associa determinadas capacidades a determinadas idades. Vi crianças usando computadores e fazendo coisas, que segundo Piaget, só anos depois elas teriam a capacidade de fazer. Isso significa que o ambiente do computador favoreceu o desenvolvimento de determinadas aptidões mentais que, talvez se fossem usados somente o papel ou outros instrumentos não digitais, ela não teria desenvolvido”.
Sendo assim, eu fiz questão de usar o computador como recurso para ajudar no processo de alfabetização e letramento dos alunos.
Andréa C. Ramal, afirma que é preciso que o aluno tenha contato com a informática desde as primeiras séries do ensino fundamental porque é tão importante quanto a oralidade e a escrita. São as tecnologias intelectuais que ela vai usar para se comunicar, para aprender, para produzir conhecimento e até para construir uma visão de mundo. E por concordar com Andréa C. Ramal eu decidi que os meus alunos iriam trabalhar com o uso do computador para eles construírem seus conhecimentos e terem uma visão desse jeito de estudar. Do 1º ao 3º ano os alunos ainda não haviam estado na sala de informática na escola que trabalho, os meus alunos foram os privilegiados, agora estamos inseridos neste processo porque eu coloquei em prática este recurso.
Andréa C. Ramal evidencia que é preciso melhorar a qualidade das relações e que muitas pessoas criticam a educação a distância porque se perde o contato físico. Mas que ela já viu inúmeras vezes aulas presenciais que são mais a distância do que muitos cursos desta modalidade e isto se dá porque o distanciamento entre professores e aluno é zero e disso eu como aluna do PEAD Pedagogia a Distância realizado através da Rede Cooperativa de Aprendizagem, que é um ambiente de Educação a Distância (EAD), desenvolvido com o intuito de atender as demandas do corpo docente e discente da UFRGS, posso comentar sobre este assunto... Nós do curso PEAD temos também blog, portfólio de aprendizagem e pbworks. O coleguismo é grande, mesmo sendo a distância, fizemos trabalhos em grupo e acreditem!!! Dá certo!!!
O curso realizado a distância me proporciona muita satisfação com o uso das TIC, é um jeito novo de estudar e é isto que as pessoas precisam. Estamos presentes na aula mesmo sendo a distância porque assumimos um compromisso com nós mesmas de atingir determinados objetivos. Quanto ao aluno o que nos diz Andréa Ramal? Ele se torna o sujeito da aprendizagem em todos sentidos. Ele é o principal interessado no autodesenvolvimento e na sua avaliação e que ao professor cabe, orientar o processo, pautado em uma dimensão de valores que atravessa toda a educação; cuidar da relação afetiva em sala de aula; isso só o verdadeiro educador vai poder fazer.

CONTE COMIGO!!! Sou professora, amo meu trabalho e vou fundo na ideia de usar as TCS para o meu crescimento e para o crescimento dos meus alunos.

RAMAL, Andréa. A escola do futuro um novo perfil para o professor na era digital.
Entrevista concedida a Renato Deccache. Disponível http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=12213&pag=1&order=

domingo, 26 de setembro de 2010

SOS EDUCAÇÃO


Com minhas aprendizagens, percebi que AUSCHWITZ está presente dentre e fora dos muros das escolas. Alunos de várias escolas de todo o país são frios e calculistas e deixando os seus caráteres manipulados por toda a sorte de maldade, crueldade e drogas de todo o tipo. A droga está presente entre os alunos e familiares destruindo-os a cada dia. O desamor de uns para com os outros, a falta de fé, o descaso das autoridades com relação à educação está mais do que evidente como retrata o filme de João Jardim, “Pro dia nascer feliz”. "O filme mostra as adversidades enfrentadas pelo adolescente brasileiro na escola, tais como: ônibus escolar estragado, distância de casa até a escola, falta de professores, aluna que mata aluna, pais violentos, pais assassinados, escolas depredadas, sem recursos, descaso e abandono das autoridades para com as escolas, violência na escola entre alunos, preconceito entre alunos, escola que exige que os alunos precisem ter boas médias porque senão eles não são merecedores de estarem naquela escola.
As adversidades dos professores da escola pública são desmotivação por receber de seus alunos desrespeito e desinteresse pela aula, desgaste físico e emocional, falta de mais recursos (usam só o quadro), evasão de alunos e que no final a professora vê-se obrigada a dar a mesma nota que os demais que participam da aula".
É por isso, que temos milhões de analfabetos. Segundo o "Luis Carlos de Menezes físico e educador da Universidade de São Paulo, temos analfabetos com mais de 15 anos que não pretendem voltar à escola são a parte visível de um iceberg formado por milhões de brasileiros incapazes de escrever uma carta, fazer um cálculo ou ler um manual. As retenções inócuas ou falsas promoções convenceram esses estudantes de que seria humilhante ou inútil voltar à sala de aula. O custo social é altíssimo e, para evitar que se perpetue, é preciso acabar com a falsa idéia de que os “pobres ou de famílias desestruturadas” não aprenderiam".
Percebo que é preciso um SOS para a educação. A união de pais professores e autoridades é fundamental para enfrentar todas estas barbáries que está dentre e fora dos muros da escola.
De que modo?!
Adorno afirma que “a única verdadeira força contra o princípio de AUSC HWITZ seria a autonomia, se é que posso utilizar a expressão de kant; a força para a reflexão, para a autodeterminação, para a não participação. A educação só teria pleno sentido como educação para a auto – reflexão crítica”.
Neste ínterim vejo minha parcela de responsabilidade em ensinar a meu aluno para que ele não fique com o consciente coisificado.
“Esse tipo, entretanto – se não me iludo com as minhas observações e se determinadas pesquisas sociológicas permitirem generalizações –, está muito mais disseminado do que se poderia acreditar. Aquilo que exemplificava apenas alguns monstros nazistas poderá ser observado hoje em grande número de pessoas, como delinqüentes juvenis, chefes de quadrilha e similares, que povoam o noticiário dos jornais, diariamente. Se eu precisasse converter esse caráter manipulativo numa fórmula – talvez não devesse fazê-lo, mas pode contribuir para um melhor entendimento –, eu o chamaria "tipo com consciente coisificado".
Eu preciso ajudar o meu aluno a adquirir os dois passaportes para a liberdade que são “a criança precisa apropiar-se da tecnologia da escrita, pela alfabetização, e precisa identificar os diferentes usos e funções da escrita vivenciando diferentes práticas de leitura e de escrita, pelo processo de letramento. Se lhe é oferecido um dos “passaportes” – se apenas se alfabetiza sem conviver com práticas reais de leitura e escrita – formará um conceito distorcido e parcial do mundo da escrita; se usa apenas o outro “passaporte” – se apenas, ou sobretudo, é levada ao letramento, sem a apropiação adequada da tecnologia da escrita – saberá para que serve a língua escrita, mas não saberá se servir dela. Assim, para a inserção plena da criança no mundo da escrita, é fundamental que alfabetização e letramento sejam processos simultâneos e indissociáveis e além disso tenho a responsabilidade de preparar o meu aluno para enfrentar o novo milênio, preciso ajudar a transformar a escola da informação à escola do conhecimento e dar acesso aos meus alunos aos novos recursos das mídias e tecnologias em prol do conhecimento, para que o meu aluno possa construir novos caminhos para aprendizagens e descobertas e proporcionar uma mudança na sociedade.
Minha formação graças ao curso Pedagogia a distância, um curso de alto nível, oferecido pela UFRGS, tem me habilitado a aliar as tecnologias da informação e do comunicação nas práticas pedagógicas e isto, é tudo o que eu queria e sentia a necessidade deste conhecimento, como se sente a falta d’água na vida. Eu amo este curso ele é completo, inovador, moderno e é isto, que o aluno do século XXI e do novo milênio precisa, por ser um curso que favoreça as pessoas que moram longe, no sentido de ter um acesso fácil, cômodo e rápido da Tecnologia da informação e comunicação, evitando que alunos se exponham à noite a perigos e também possam aliar trabalho e estudo sem ter perda de tempo com trajetos e gastos desnecessários. Sendo assim, evitaremos que AUSCHWITZ retorne porque nosso aluno estará preparado para enfrentar o terror e a brutalidade de "regimes despóticos".


Referências:
Interdisciplina: Filosofia da Educação
Reproduzido de ADORNO, T. W. Erziehung nach Auschwitz, In: –.
Stichworte; kritische Modelle 2. Frankfurt, Suhrkamp, 1974. Trad. por Aldo Onesti.
Revista nova escola mês setembro/2009 pg.134 (Nossos alunos mais importantes)

70 Escola *Grandes Pensadores Edição Especial_022
Maraschin* Cleci CADÊ A CERTEZA QUE ESTAVA AQUI?
* Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

domingo, 19 de setembro de 2010

Será que Papai Noel existe? IS THE QUESTION



Estamos no novo milênio e o desafio de o que, por que, e como devemos ensinar para os nossos alunos de hoje para que daqui a dez ou quinze anos possam viver como cidadãos conscientes, críticos, capazes de enfrentar os novos desafios de seu tempo ainda persiste na cabeça de qualquer professor. Esse desafio cruel afeta não só aos professores, mas os cientistas, os filósofos... Ninguém tem certeza de mais nada, então descobrimos que “Papai Noel não existe. O desencantamento pode ser vivido como um tipo de perda da magia, perda do gosto e até mesmo, perda do sentido. O exemplo do Papai Noel Pode parecer um pouco infantil, mas ele tem duplo propósito. O primeiro deles, é expressar que todos nós, em alguma medida, já passamos por momentos de desencantamento e, o segundo, é que o processo de desencantamento faz parte do próprio viver, do crescimento, não é estranho à vida”.
Nos desencantamos com muitas coisas porque segundo algumas das hipóteses levantadas por *Cleci, a velocidade que as coisas aparecem e desaparecem é espantosa. Tudo é descartável, hoje se casa de manhã e pode se separar à noite, há uma busca incessante no aprender e aprender implica no conflito de abandonar falsas idéias daquilo que não funciona mais e que já se mostram falsas e também seria a competição com as novas tecnologias da informação?
*Cleci nos revela que uma queixa muito comum entre os professores é a idéia de que as novas tecnologias da informação seriam em grande medida responsáveis por nossa famosa crise paradigmática e que nós professoras acreditamos que não temos as mesmas armas tecnológicas da mídia e isto seria uma competição muito desigual.
E então, o que fazer, qual o caminho seguir?
É evidente que devemos utilizar os novos recursos tecnológicos e da mídia em benefício próprio e proporcionar que os alunos também possam se beneficiar. O professor precisa acompanhar a evolução do que acontece no mundo. Precisa ser um eterno aprendiz, agir em favor de si e dos alunos. O professor deste novo milênio precisa estar com o porte da “arma” tecnológica e da mídia com a capacidade de alcance para tornar possível o aluno interagir com o conhecimento, construir novos caminhos para aprendizagens e descobertas.
A chave para a transformação da escola da informação à escola do conhecimento está na mão de quem?! É claro! Não poderia ser diferente, na mão do professor... É ele e nas mãos dele que passam todos antes de se tornarem médicos, dentistas, etc. que precisa pegar a chave daquela salinha que causa desassossego a tanta gente...Ele dará acesso aos alunos o uso destes novos recursos e gabaritar o aluno a enfrentar o NOVO MILÊNIO.

Interdisciplina: Seminário Integrador IX
Referência:
Maraschin* Cleci CADÊ A CERTEZA QUE ESTAVA AQUI?
* Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PASSAPORTE PARA A LIBERDADE




Minha Arquitetura Pedagógica no estágio envolveu gêneros literários, para que os alunos pudessem usar os dois passaportes que (BETOLILA; SOARES, 2007) evidenciam em “É preciso conjugar alfabetização e letramento?” Segundo estas autoras, a criança precisa apropiar-se da tecnologia da escrita, pela alfabetização, e precisa identificar os diferentes usos e funções da escrita vivenciando diferentes práticas de leitura e de escrita, pelo processo de letramento. Se lhe é oferecido um dos “passaportes” – se apenas se alfabetiza sem conviver com práticas reais de leitura e escrita – formará um conceito distorcido e parcial do mundo da escrita; se usa apenas o outro “passaporte” – se apenas, ou sobretudo, é levada ao letramento, sem a apropiação adequada da tecnologia da escrita – saberá para que serve a língua escrita, mas não saberá se servir dela. Assim, para a inserção plena da criança no mundo da escrita, é fundamental que alfabetização e letramento sejam processos simultâneos e indissociáveis.
Se não houver essa simultaneidade e indissociabilidade, a criança não verá sentido em aprender a tecnologia, pois esta não a leva além de relações entre sons e letras, famílias silábicas, frases sem contexto, como “Eva viu a uva”, e pseudotexto de cartilhas; ou a criança conviverá com textos reais, com práticas reais de leitura e de escrita, mas não aprenderá a ler e escrever textos.
No tocante a este assunto, Paulo Freire foi categórico na sua proposta de habilitar o aluno a “ler o mundo”, na expressão famosa do educador, “Trata-se de ler a realidade (transformá-la)".
Penso que munidos destes dois passaportes o aluno consiga sair da “sua situação de oprimido para agir em favor da própria libertação”. Neste ínterim eu trouxe coisas da vida, da realidade, tais como diversos gêneros textuais e dentre estes assuntos está o uso do computador como recurso na aprendizagem dos alunos.
O mundo letrado do século XXI deixa evidente a necessidade do uso do computador na vida das pessoas, uma necessidade que visa beneficiar quem o usa e como prova disto os meus alunos tiveram acesso a esta tecnologia e isto veio enriquecer a construção do conhecimento no processo de letramento deles fazendo com que eles fizessem um trabalho inovador.


Referências:
Interdisciplinas: Linguagem e Educação
BETOLILA, Alain; SOARES, Magda. É preciso conjugar alfabetização e letramento? In: LETRA Ao jornal do alfabetizador. CEALE, Belo Horizonte, p. 3, v.3, mai/jun, 2007. (Texto 4 – Módulo 5)


Interdisciplina: Didática, Planejamento e Avaliação
BETTO Frei. Paulo Freire: a leitura do mundo. Fonte:
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Profa/col_3.pdf, acesso em 01/12/2007.
70 Escola *Grandes Pensadores Edição Esp_022
Leitura 2: FREIRE, Paulo. A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade. In: _____. Pedagogia do Oprimido. 40ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. p.89-101.

domingo, 5 de setembro de 2010

Mundo Letrado do Século XXI

O mundo letrado do século XXI traz em si, pessoas distintas física, psicológica e emocionalmente bem diversificadas umas das outras e muitas vezes com problemas socioeconômicos, reflexo de um mundo globalizado.
Neste meio estão os surdos que possuem uma língua, uma cultura, questões históricas as quais merecem ser consideradas e estudadas por todos nós.
Itard disse que “um grande vício da educação é crer que ela deva ser a mesma para todos os indivíduos. Ela deveria ser tão variável como é o espírito humano nas suas modificações e a época de seu desenvolvimento” (ITARD, 1802, p. 466).
De praxe temos “formas de letramento e alfabetismo, contextualizadas culturalmente, povoam esse mundo letrado do século XXI, com divulgação impressa, digital e eletrônica, através de outdoors, filmes, músicas, propagandas, desenhos, jogos infantis, etc. São marcas e produtos que alfabetizam crianças, jovens e adultos por meio do uso dessas novas tecnologias. ( Trindade, 2005, p.130)
No entanto, para atender ao contraste de alunos e para participar do mundo letrado é preciso que os professores estejam habilitados, buscando conhecimento e constante formação.
Nesta caminhada, Itard nos ensina que ao professor caberia a difícil tarefa de organizar os ambientes de aprendizagem, de proporcionar atividades favorecedoras de desenvolvimento, não só cognitivo e comportamental, ideia que pode ser considerada bastante contemporânea.
O professor é o mediador, o mestre, sua missão é a de planejar aulas de modo que alie o “pra quê ao como, através da qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também elemento indissociável do processo” (RODRIGUES, 2001). Sendo assim, o professor deve fazer questionamentos, a respeito do que os alunos gostariam de aprender. Surgirão muitas respostas, o professor, a partir daí, escolhe um tema que venha de encontro com a realidade dos alunos e desenvolve junto com a turma um projeto de aprendizagem, sempre com visão de que precisa atender as necessidades, aos propósitos dos alunos e orientá-los na busca do conhecimento.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uso do computador como recurso


No estágio eu proporcionei o uso do computador como recurso na busca do conhecimento do aluno para que ele pudesse enriquecer sua aprendizagem e pudesse se preparar para ser um indivíduo criativo, com capacidade de pensar e de aprender a aprender porque segundo Getúlio Carvalho, “para acompanhar o processo de outros segmentos da sociedade, particularmente o do setor produtivo no qual o trabalho em equipe não se coadunam com um sistema escolar amparado, sobretudo, na memorização de conteúdos e na transmissão de dados e informações de “cima para baixo”.
Nos Fundamentos e Funções da EJA está evidente que um novo divisor entre cidadãos pode estar em curso, que além da leitura e da escrita é preciso que os alunos tenham acesso a formas de expressão e de linguagem baseadas na micro-eletrônica, ou seja, os alunos precisam saber informática, se apoderar das ferramentas e através disso poder concorrer e disputar um emprego...
O futuro da laboridade depende da informação processada, como diz o filósofo Edgar Morin, “informação, não é conhecimento, conhecimento é informação processada”.
Para isso é preciso formar um processador ao invés de formar um armazenador de informações. Diferentemente da era do fordismo, o trabalhador precisa ter opinião, tomar decisões assumir riscos, saber trabalhar em equipe, conhecer o processo produtivo, ser multifuncional e interdisciplinar, pensar globalizante, ser crítico e solidário.
Neste sentido a escola precisa preparar os alunos com valores de democracia, solidariedade e crítica se quisermos ajudar cidadãos e cidadãs a enfrentar essas políticas de flexibilidade, descentralização e autonomia propugnadas nas esferas trabalhistas.
Segundo, Street (1984) há duas concepções, a concepção do letramento denominada, modelo autônomo, que pressupõe que há uma maneira de o letramento ser desenvolvido, sendo que sua prática de uso da escrita na sociedade, oculta à concepção de letramento dominante e por muitos pesquisadores é considerado tanto parcial como equivocada. Letramento Social, nesta concepção a escola está formando robôs prontos para a época do fordismo, para a linha de montagem, para servir a classe dominante e muitas escolas ainda estão presas a esta concepção.
Já na concepção com modelo ideológico as “práticas de letramento, no plural, são social e culturalmente determinadas, e como tal, os significados específicos que a escrita assume para um grupo social dependem dos contextos e instituições em que ela foi adquirida“.
Nesta concepção a escola estará formando alunos para enfrentar políticas dominantes, o que vem “de cima para baixo”.




Parecer CEB no 11/2000 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos (68 páginas). Relator: Carlos Roberto Jamil Cury

Baranauskas, M.C.C;, Rocha, H.V., Martins, M.C.; D’abreu, J.V., Uma Taxonomia para ambientes de aprendizado baseados no computador, in O Computador na Sociedade do Conhecimento, coleção Informática para mudanças na educação. MEC. Disponível em http://escola2000.net/eduardo/textos/proinfo/livro02-Jose%20Valente%20et%20alii.pdf

O FUTURO DO TRABALHO, MUDANÇAS
ORGANIZACIONAIS E AS NOVAS HABILIDADES
GERENCIAIS
Mário Sacomano Neto
Mestrando em Engenharia de Produção - Escola de Engenharia de São Carlos - USP
Bolsista CAPES - E-mail: msneto@sc.usp.br
Mauro Massahico Nakamura
Mestrando em Engenharia de Produção - Escola de Engenharia de São Carlos - USP
Bolsista FAPESP - E-mail: nakamura@sc.usp.br
Edmundo Escrivão Filho
Professor Doutor da Área de Engenharia de Produção - Escola de Engenharia de São Carlos - USP
E-mail: edesfi@prod.eesc.sc.usp.br
Modelos de Letramento (KLEIMAN, 2006) Interdisciplina Linguagem e Educação

domingo, 22 de agosto de 2010

A intenção do TCC constitui-se num relato e análise da experiência tendo como base as minhas práticas realizadas na escola durante o estágio. Meu trabalho está fundamentado na pedagogia de projetos de Kilpatrick.
O TCC é o resultado da reflexão que integrou a construção teórica e as experiências ao longo do curso com as inovações pedagógicas realizadas durante o estágio curricular.

Minhas expectativas são as de evidenciar um trabalho diferente, com o uso das tecnologias e mídias: possíveis mudanças na compreensão e formas de uso das tecnologias no contexto das arquiteturas pedagógicas e trabalhos propostos no estágio - fomento do trabalho interativo, de autoria, a busca de diferentes fontes de informação, de mídias diversificadas e suas repercussões na aprendizagem dos alunos; fugindo assim, da mesmice do quadro e giz.